quarta-feira, 25 de maio de 2011

Preconceito Musical

                    Pode parecer, muitas vezes,  preconceituosa a minha postura em não querer ouvir qualquer coisa que me ofereçam. Uma vez ouvi meu primo dizer que se recusava a ler um certo gênero de literatura que ele considerava ruim, pois com tanta coisa boa para ser aprendida, ele não enxergava razão em gastar o tempo dele naquilo que não o acrescentava em nada. 
Não me considero preconceituosa musicalmente, tem músicas que eu gosto e músicas que eu não gosto. Entendo que a música pode sim ser funcional, tem música pra dançar, música pra namorar, música pra estudar, pra curtir e até pra fazer bebês (risos). Dentro de cada um dos gêneros, tem músicas e músicos bons ou ruins! Dentro deste universo infinito que é a música, muita coisa pode acontecer, o jazz, o samba, o pop, o rock, o sertanejo, e assim vai. O que me entristece, e é por isso que muitas vezes me tomam por preconceituosa, é essa tendência medíocre de se aceitar qualquer coisa por arte, qualquer um  sem precedentes pode hoje dizer que é artista, mesmo sem saber fazer a arte. Qualquer profissão exige estudo, dedicação e prática. Porque a arte tem que ser diferente? Porque na arte podemos aceitar menos? Acho isso um tanto quanto injusto com aqueles profissionais que se dedicaram a vida toda em fazer e servir a arte na sua forma plena, independente de  gênero.
Mais uma vez, acredito que não sou preconceituosa, e ainda assim me encontro no direito de me recusar a ouvir qualquer coisa que apareça por aí, mesmo que a grande massa classifique por genial. Continuo torcendo pelo espaço merecido de verdadeiros artistas que estão por aí fazendo música de verdade, que estudaram, que se dedicaram e que servem essa arte infinita de inúmeras possibilidades que é a Música. Livre de preconceitos, mas plena em consciência!