terça-feira, 13 de julho de 2010

Reflexões (sobre música e Deus)

As coisas andam um pouco fora de lugar. Essa semana me perguntaram quais eram minhas aspirações artísticas, me disseram algo do gênero "Se você quisesse ficar famosa, não faria esse tipo de música..." e ainda "legal ver a música tratada com respeito". Os argumentos dessa pessoa se referiam ao egoísmo artístico (se é que pode se chamar de artístico) que acontece na mídia. A mesma pessoa disse que ninguém se importa com a arte, mas apenas em conseguir ficar famoso, e realmente a música deixou de ser um fim para ser o meio, e a importância dela se perdeu no meio do caminho... mas sou otimista, acredito que ainda há salvação porque cada vez mais aparecem pessoas talentosas e realmente preocupadas em fazer música pela música! A cultura ainda tem salvação sim...mas a questão é um pouquinho mais profunda, pois esta história de que o fim se torna o meio é mais complexa, os valores têm se invertido em várias áreas, mas o problema maior é quando se invertem os valores de Deus, digo isso porque boa parte dos segmentos religiosos pregam  Deus como meio de se alcançar bens materiais, coisas que alimentam o ego de cada um de nós, ou muitas vezes coisas que necessitamos mesmo, e se esquecem que Deus já nos deu tudo, com o seu amor de Pai. Todas as coisas estão lá, tudo o que precisamos dar de volta é nosso amor e gratidão, por sermos amados sem sermos merecedores. Devemos aspirar coisas boas sim, devemos desejar o melhor da terra, mas não busquemos Deus apenas para pedir...se não aconteceu, se não apareceu, se não deu certo, ainda não era hora. Quando Deus é a prioridade na nossa vida, todas as outras coisas vem, porque Ele disse assim, porque essa é a promessa dele, e na hora que Ele determinar, tudo se ajeita. Porque Ele é Deus..eu amo, espero e confio. E tinha como não confiar e amar, Ele já me deu a música.