domingo, 24 de outubro de 2010

Pra você, o que representa a cruz?.

Minha mãe é artista plástica, faz gravuras e aquarelas lindas. Há poucos dias, ela estava fazendo um trabalho e precisava explorar simbolismo. Não é a linha que ela segue, mas esse trabalho tinha um propósito didático específico. Um dos trabalhos dela me chamou muito a atenção apesar de não estar na maneira natural dela de pintar, mas eu gostei muito, pela sensação que me causou. O simbolismo que ela usou foi o da cruz, e a minha leitura do trabalho foi que é da cruz que surge a vida, apesar de ser um símbolo de morte, ela colocou luz na cruz, em meio a uma paisagem escura, e ao meu ver pesada, surge uma cruz de luz, cheia de vida. A reação de outros colegas dela não foi a mesma, muitos acharam um trabalho muito forte, pesado. Não sei, não vi dessa forma. Mas as observações me fizeram pensar: o que será que as pessoas pensam da cruz? Como elas a enxergam? Sei que para muitos representa um fardo a ser carregado, ou a morte. A cruz pra mim é símbolo de ressurreição e vida! E pra você, o que representa a cruz?

Vou deixar aqui o trabalho da minha mãe : Miriã Abeid

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Desabafo, de novo.

Estou irritada com a situação toda. Todo mundo se manifestando sobre "seus" candidatos. Eu fico quieta. Não vou aplaudir nem bandido, nem palhaço, nem partido algum. Ninguém fez nada por este país até hoje para merecer meu aplauso. Sei bem que não carrego a bandeira vermelha, sei quem eu não quero na presidência do meu país, que está cada vez mais inculto, alienado e saciado com migalhas que o governo nos joga. Já fiz minha escolha, já sei em quem vou votar, mas não  sinto vontade de carregar bandeira por ninguém, nenhum deles fez por merecer. Hoje recebi um e-mail ofendido pois encaminhei uma mensagem contra a candidata do PT, e neste e-mail a pessoa defendia "a sua candidata". Não, não tenho "o meu candidato" nem a "minha candidata" Não carrego bandeira de ninguém. A unica bandeira que carrego é aquela que diz : Ordem e progresso. O dia que alguém honrar essa bandeira, terá meu apoio. Até hoje isso não aconteceu. Infelizmente me sinto num beco sem saída, tenho que fazer a escolha que julgo "menos prejudicial". Um tiro as escuras. Não defendo o meu candidato, defendo o meu país, e ponto.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Preconceito?

Eu não ia me manifestar sobre assunto, mas algumas mensagens de twitter e blogs acabaram me aguçando a vontade de falar. Passei a madrugada ouvindo Edu Lobo e Gilberto Gil, acordo e me deparo com um texto sobre preconceito musical, texto inclusive de uma pessoa que respeito muito, mas me incomodei, talvez por me sentir indiretamente taxada de preconceituosa, uma vez que na mesma noite lancei algumas piadinhas com o alvo em questão. Depois desse VMB polêmico, algumas pessoas se chatearam com a conquista dos jovens do Restart. Mais uma vez deixo claro, não iria me manifestar não tenho nada contra os garotos, tenho contra o sistema ( meio clichê, mas vamos lá). O argumento do texto era: sempre condenam os grandes sucessos da geração mais jovem, que o próprio Roberto Carlos foi criticado por aqueles que não respeitavam e não entediam. Pelo o que eu entendi, o Restart tb é rock e é atitude, assim como Beatles. No texto apenas citava o mérito (se é que isso é mérito) sucesso, e não musicalidade. Me preocupei. Semana passada o assunto era uma outra jovem cantora, a questão é se ela era cantora, artista, compositora ou performer. Me preocupei. Não tiro o mérito dos jovens que querem fazer música, tiro o mérito da mídia que prova ao brasileiro que não preciso de maturidade nem de conteúdo pra fazer arte. O mundo virou uma grande exposição de arte conceitual, conhece? Aquela arte que o "artista" mata a galinha e expõe, e diz que tenho que entender o conceito. Sem estudo, sem pesquisa, sem fundamento. Só arte. triste não? É preciso saber 3 acordes e ter um "ideal" pra se fazer música neste país. Um canal de tv nomeia estes jovens (que poderiam ter futuro como bons músicos, se não pelo sucesso precoce) como melhor banda brasileira, e não vou nem entrar na questão do que é música brasileira. é perigoso, porque a cada geração a qualidade artística cultural dos artistas que colocam a nossa frente é menor ou nula. Não digo por gênero, tem gente boa no sertanejo, no rock no pop, o estilo não determina se a música é boa ou não. As pessoas que fazem, sim. Se isso é preconceito com aqueles que fazem sucesso, então porque um dia Elis Regina alcançou multidões, e Wilson Simonal então? Hoje temos a juventude que elege Restart como melhor banda, Crepúsculo como melhor filme, provavelmente se estes já votassem elegeriam Tiririca como deputado.
A CULTURA NO BRASIL É REFLEXO DA EDUCAÇÃO. A POLÍTICA, TAMBÉM.
Pode ser que esse texto seja interpretado como um desabafo de quem tem dor de cotovelo, pode ser, porque  eu estudo desde meus 6 anos idade, me preparei me dediquei e respeito muito a arte brasileira e assim mesmo mato um gigante todo dia para conseguir um lugar ao sol...pode ser, pode ser que seja um desabafo preconceituoso. Que seja.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Reflexões (sobre música e Deus)

As coisas andam um pouco fora de lugar. Essa semana me perguntaram quais eram minhas aspirações artísticas, me disseram algo do gênero "Se você quisesse ficar famosa, não faria esse tipo de música..." e ainda "legal ver a música tratada com respeito". Os argumentos dessa pessoa se referiam ao egoísmo artístico (se é que pode se chamar de artístico) que acontece na mídia. A mesma pessoa disse que ninguém se importa com a arte, mas apenas em conseguir ficar famoso, e realmente a música deixou de ser um fim para ser o meio, e a importância dela se perdeu no meio do caminho... mas sou otimista, acredito que ainda há salvação porque cada vez mais aparecem pessoas talentosas e realmente preocupadas em fazer música pela música! A cultura ainda tem salvação sim...mas a questão é um pouquinho mais profunda, pois esta história de que o fim se torna o meio é mais complexa, os valores têm se invertido em várias áreas, mas o problema maior é quando se invertem os valores de Deus, digo isso porque boa parte dos segmentos religiosos pregam  Deus como meio de se alcançar bens materiais, coisas que alimentam o ego de cada um de nós, ou muitas vezes coisas que necessitamos mesmo, e se esquecem que Deus já nos deu tudo, com o seu amor de Pai. Todas as coisas estão lá, tudo o que precisamos dar de volta é nosso amor e gratidão, por sermos amados sem sermos merecedores. Devemos aspirar coisas boas sim, devemos desejar o melhor da terra, mas não busquemos Deus apenas para pedir...se não aconteceu, se não apareceu, se não deu certo, ainda não era hora. Quando Deus é a prioridade na nossa vida, todas as outras coisas vem, porque Ele disse assim, porque essa é a promessa dele, e na hora que Ele determinar, tudo se ajeita. Porque Ele é Deus..eu amo, espero e confio. E tinha como não confiar e amar, Ele já me deu a música.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Nada conturbado...

Vou contar a história de um show do ano passado...nem lembro a data. Tudo o que lembro é que foi muito emocionante, e não foi por causa do som. Eu estava indo de São Bernardo pro Ao Vivo em Moema, saí relativamente cedo pra chegar tranqüilamente, passar o som e fazer o show. Não tinha nada pra dar errado, certo? Hehehe, até parece. Sempre alguma coisa pode dar errado, primeiro que pra variar o trânsito em São Paulo estava um ó. Eu fiquei presa, o Fábio ficou preso, cada um em ponto diferente da cidade, mas até aí tudo bem, saí mais cedo, ia chegar em cima da hora mas ia chegar...nada, o carro resolveu que ia parar, e é claro que o carro nunca quebra em frente a um posto ou mecânico, ele quebra na faixa do meio da Av. Indianópolis, com o trânsito caótico. Estávamos eu e a minha mãe, com pasta, bolsa, câmera e o carro parado. Não me desesperei, falei os 1400 palavrões que me vieram a cabeça e inventei mais meia dúzia. Perdi uns 10 litros de água, pq nessas situações a gente não emagrece mas perde líquido. É claro que o celular nesse momento não funcionou. Depois de uns 10 minutos de desespero e raiva (é eu sou exagerada) eu consegui falar com um dos meninos e ele foi me buscar. O carro? Ficou lá, na rua. Meu pai foi com o mecânico buscar depois. Eu cheguei no Ao Vivo, descabelada...um glamour total. Me recompus. Tentei dar um jeito no cabelo, no rosto, mas não resolveu muito não, respirei fundo, usei meu sorriso mais convincente e fui cantar. No final, deu tudo certo apesar de dar tudo errado...tá aí o vídeo pra provar.
Ah um dia eu conto de quando o outro carro quebrou na praça da Sé as dez da noite comigo, minha mãe e minha amiga Débora...

sábado, 27 de março de 2010

Sim

Acho que foi em 2005, estávamos na ULM, eu, o Vinícius e o Rogério, um amigo nosso clarinetista. Estávamos em uma sala, os dois estudavam e eu olhava. No meio das músicas eles tocaram uma do Cartola, achei tão bonita, e o Vini falou "Ah, por que você não canta?". Foi assim que SIM entrou pro nosso repertório. Não tenho nenhuma gravação super boa da música, essa que eu postei, a fita acabou antes de terminar a música...que bom que existe o fade out rs.
Um fato:  no dia desse show, eu estava cantando (quase super concentrada), naquele dia a miopia resolveu me dar folga e eu estava enxergando.  No meio da música, eu vejo um rapaz, que eu achava ser meu primo, entrando no banheiro das mulheres e o garçom correndo atrás dele...eu queria muito rir, mas não podia, porém, acho que não disfarcei nadica de nada, vocês vão perceber ao longo do vídeo...



No vídeo: eu, o Vinícius Gomes solando no violão, Fábio Leandro piano e Ricardo Berti na bateria.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tito Madi

Sempre ouvi meus pais falarem em casa do Tito Madi, primo da vovó Amélia. 
Fui conhecer o trabalho dele, só depois na adolescência, quando realmente comecei a estudar música. Mas sempre o tive como o primo da minha avó,  que morava no Rio e eu não tinha contato. Há alguns anos, mais ou menos em 2005, ele veio a São Paulo em um show no Sesc, e eu fui falar com ele: "Oi, sou neta da Amélia Madi" e foi assim que conheci o Tito pessoalmente...eu não podia ter recepção melhor, me abraçou com muito carinho, contei minha história, e entreguei meu cd pra ele. Uns dias depois, recebo um telefonema, do Rio, era ele, me parabenizando pelo trabalho. Desde então nos falamos sempre, pude passar um tempo com ele em Copacabana, conheci outros primos, pessoas muito bacanas. Nos dias que passei com ele aprendi não apenas sobre  música, mas muito sobre minha família, minha avó, ele contou as histórias de infância deles, sobre a descendência libanesa, enfim foi muito bom ter reunido família! Tito é uma pessoa maravilhosa, muito amoroso. Como compositor e cantor, tem uma obra linda, músicas maravilhosas como Chove Lá fora, Cansei de Ilusões, Não diga não, Balanço Zona Sul e tantas mais. 

segunda-feira, 15 de março de 2010

Novos arranjos


Quinta passada foi dia de "testar" os novos arranjos no SESC Piracicaba. Algumas músicas que já estávamos acostumados a tocar, e outras novas entraram no repertório, já no formato em que vão pro disco. Foi muito legal. Funcionou muito bem. O lugar é super gostoso...uma pena que as fotos não ficaram super boas já que fotografia não é o nosso forte rs mas vou postar uma só pra registrar. O som foi comigo, Fabio Leandro no piano e Vinícius Gomes no violão. Logo logo tem mais! Enquanto isso seguimos com os ensaios e as gravações.